Cegueira política
O ex-deputado do Bloco de Esquerda João Teixeira Lopes deu hoje, em declarações ao Público, uma demonstração clara de cegueira política, quase a raiar o fanatismo. Teixeira Lopes insurgiu-se contra o convite feito a Rui Rio para integrar o movimento "Voto Sim", que defende a despenalização do aborto.
O sociólogo e antigo parlamentar bloquista argumenta que Rui Rio «aproveitará este espaço para voltar a ter alguma simpatia junto de um certo eleitorado do centro-esquerda, porque tem aspirações políticas que não passam pela Câmara do Porto».
João Teixeira Lopes mostra ter uma visão instrumental da participação em movimentos cívicos. Essa é a visão habitual do PCP, força da qual Teixeira Lopes é oriundo, mas o Bloco de Esquerda, que tanto critica - e bem - esse comportamento não pode seguir o mau exemplo.



3 Comments:
Fiquei a conhecer este blog através de uma notícia divulgada na "Baixa do Porto".
O post "Cegueira política" pareceu-me um bom sinal da vossa isenção, pelo que já o adicionei aos meus "Favoritos".
Aproveito também para tornar público o meu voto no referendo: SIM!!!
Aproveito para dizer que o senhor Teixeira Lopes nunca foi militante do PCP. Esteve isso sim em listas eleitorais como independente. O que é manifestamente diferente. O homem nunca esteve envolvido em termos militantes e orgânicos no PCP. Portanto, dizer que é «oriundo do PCP» é abusivo e incorrecto.
Por outro lado, se eu levasse o seu raciocínio ao extremo diria que você como é, de facto, oriundo do PCP (e não apenas participante em listas eleitorais) instrumentalizaria todo e qualquer organismo ou plataforma em que participe. Ora, não me parece que este seja o corolário do seu raciocínio que mais auspiciria. Mais rigor e menos fetiches anti-PCP é o conselho que lhe daria.
Tem razão o leitor fuso horário: Teixeira Lopes é oriundo da esfera do PCP. Assim é mais correcto.
Se calhar saí do PCP por não concordar com algumas coisas, não será? E no meu percurso político passado e apenas cívico presente não tenho nada de que me não orgulhe. Portanto, nunca instrumentalizei coisa nenhuma.
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